Gravadas no alto deserto do sul do Peru há mais de um milênio, as enigmáticas linhas de Nasca continuam a capturar nossa imaginação. Mais de mil desses geoglifos (literalmente, 'desenhos no solo') se espalham pelo solo arenoso da província de Nasca, os restos de práticas rituais pouco compreendidas que podem ter sido conectadas aos seus deuses ou à chuva vivificante.

Mas em 2018, arqueólogos peruanos armados com drones descobriram mais de 50 novos exemplos desses misteriosos monumentos do deserto na província adjacente de Palpa, traçados na superfície da terra em linhas quase finas para serem vistas pelo olho humano. Além disso, os arqueólogos pesquisaram geoglifos localmente conhecidos com drones pela primeira vez - mapeando-os com detalhes nunca antes vistos.

Algumas das linhas recém-descobertas pertencem à cultura Nasca, que dominou a área de 200 a 700 DC. No entanto, os arqueólogos suspeitam que as primeiras culturas Paracas e Topará esculpiram muitas das imagens recém-descobertas entre 500 aC e 200 dC. Enquanto muitos teóricos afirmam que as misteriosas Linhas Palpa foram criadas 1000 anos antes das Linhas de Nazca.

© CORTESIA LUIS JAIME CASTILLO, PROJETO PALPA NASCA
Ao contrário das linhas icônicas de Nasca - a maioria das quais só são visíveis de cima - os hieróglifos Paracas mais antigos foram colocados nas encostas, tornando-os visíveis para as aldeias abaixo. As duas culturas também perseguiram temas artísticos diferentes: as linhas de Nasca geralmente consistem em linhas ou polígonos, mas muitas das novas figuras de Paracas retratam humanos.
Diz-se que há 3000 anos nossos ancestrais usavam a superfície plana das montanhas e as encostas das colinas para desenhar enormes figuras geométricas e representações humanas. Os arqueólogos hoje acreditam que as figuras foram feitas para agradar aos deuses antigos, que aparentemente se acreditava controlar as forças da natureza, tais como; terremotos, secas e inundações.
Os pesquisadores conseguiram identificar, até agora, mais de 1600 linhas de palpa e geoglifos. Essas figuras enigmáticas são um profundo mistério e foram criadas por o povo Paracas, conhecido por seus crânios alongados.
A cultura Paracas era uma sociedade andina entre aproximadamente 800 aC e 100 aC, com amplo conhecimento em irrigação e manejo da água. Desenvolveu-se na Península de Paracas, localizada no que hoje é o Distrito de Paracas da Província de Pisco, na Região Ica do Peru.

A maior parte das informações sobre a vida do povo Paracas vem de escavações no grande sítio costeiro de Paracas, investigado pela primeira vez pelo arqueólogo peruano Julio Tello na década de 1920. Até hoje, as linhas Palpa não foram completamente mapeadas e possivelmente precedem as linhas de Nazca em séculos ou milênios.




